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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

A barbearia, o cão e a hipocrisia

23.02.15publicado por Gato Pardo

Na minha demanda constante por informação, deparei-me hoje com isto.

Já tinha ouvido falar da Figaros Barbershop. Conheço amigos que vão lá. E tinha conhecimento da placa que eles têm na porta em que homens e cães são bem vindos. Já mulheres, nem tanto.

A polémica já havia estalado o ano passado. Acusações de chauvinismo e discriminação sexual estiveram na ordem do dia.

Agora parece que foram invadidos. Um grupo de manifestantes (que embora de rostos cobertos, a notícia afirma que eram maioritariamente mulheres) entrou pelo estaminé e toca de ladrar durante dois minutos.

Ok, deixem-me analisar isto do meu ponto de vista.

Sou homem, já lá vão alguns anos que não visito um barbeiro propriamente dito mas o cabeleireiro que frequento é exclusivo para homens. Se concordo com a placa que eles exibem à porta? Não. Acho de mau tom. Embora pudesse analisar a coisa do meu ponto de vista humorístico, há muita coisa que requer bom senso. Ali, parece que faltou um pouco. Ou muito.

Se concordo com esta dita manifestação? Não necessariamente. Se a questão fosse sobre a maldita placa, até era capaz de compreender. Mas não.

Disse-se e passo a citar "o princípio de igualdade deve fazer parte de todo e qualquer serviço ao público".

Palavras bonitas. Mas demasiadamente hipócritas.

Deixem-me pensar por 5 segundos.

Ok.

Nestes cinco segundos, recordei-me de pelo menos 2 ginásios exclusivos ao sexo feminino, cabeleireiros vários e até um clube literário que uma amiga frequenta.

Volto a bater na mesma tecla. Não gosto minimamente da placa que a Figaros tem à porta. Roça o sarcasmo porco (ou canino, neste caso).

Compreendo o conceito. Aceito-o. Da mesma forma que aceito ginásios em que os homens têm de ficar à porta como se fosse uma Zara (tirando que na Zara, eles só não entram por opção) ou cabeleireiros em que a laca é tanta que podia perfeitamente explodir o quarteirão e metade dos homens que ficam dentro dos carros à espera das senhoras que lá vão fazer madeixas.

Princípio de igualdade? Sim. Os homens têm a sua barbearia, as mulheres têm os seus ginásios e os seus cabeleireiros. Qual é a porra do grande drama?

O ser humano é o problema. Porquê?

Porque somos idiotas. E hipócritas.

No fundo, quem se safa no meio disto tudo é o sacana do cão na placa que não tem culpa nenhuma. E é o animal mais inteligente no meio desta questão toda.

 

50 sombras de expectativas defraudadas

15.02.15publicado por Gato Pardo

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E pronto.

Eis que estreou finalmente a adaptação cinematográfica mais quente de sempre...e que curiosamente não é nada baseado no famoso livro do Chefe Silva "Chega para cá essa febra que vais direitinha para a grelha...".

Como toda a gente sabe, falo do 50 Sombras de Grey.

Eu li os livros? Não.

Eu fui ver o filme? Não.

Se tenho uma carrada de gravatas às quais dei usos deveras alternativos ao longo da minha vida? Hã...pois...um dia destes falamos sobre isso.

Tomei a liberdade de questionar algumas mulheres que passaram os últimos meses de tal forma aluadas que mais parecia que iam numa excursão a uma fábrica de chocolate suíço ou que tinham sido premiadas com meia dúzia de pares de sapatos Louboutin à borla...POR ANO!

Enfim. A opinião não divergiu muito. A palavra chave foi aquém. Bem, aquém no que diz respeito às expectativas criadas porque tau tau dizem-me que aquilo tem de sobra e ainda dá direito a troco para levar para casa.

A questão fulcral permanece. Parece então que estamos perante um daqueles casos cada vez mais comuns em que um livro não deve de todo ser alvo de uma adaptação cinematográfica, tipo As palavras que nunca te direi (mas sem tau tau, só com náuseas marítimas). Para começar, o livro é grande espingarda? Dizem-me que não. Não é Hemingway. Não é de todo Anais Nin. Porra, acho que nem sequer parece ser Margarida Rebelo Pinto (o que me custou escrever isto...). O filme então segue o mesmo caminho do primeiro livro. Aquém. Mas no entanto, aposto que daqui por pouco tempo, começam as gravações dos próximos dois filmes da saga. E porquê?

Porque é uma belíssima máquina de marketing muito bem oleada (no pun intended, nem sequer sei se o uso de óleos está invocada no quarto do dói dói ou se depois das ditas chibatadas no rabiosque, a menina tinha direito a uma massagem ou não). Tornar um livro banal num sucesso cinematográfico mundial tem muito que se lhe diga. É um pouco como a Joana Vasconcelos agarrar num cacilheiro banal por cá e levá-lo para Veneza e fazer dele uma peça digna de admiração. Oh porra, mas foi isso mesmo que a Joana fez. A única diferença é que a nossa Joaninha sabe da poda.

Uma coisa é certa. Há que vender o peixe enquanto ele está fresco. Como escrevi, como jogada de marketing não me recordo de muitas que estejam a este nível ou melhores. A minha vénia. Como filme? Não me seduz, não me estimula, não me causa qualquer formigueiro sexual whatsoever. Se calhar porque é um filme mais direccionado para mulheres, sei lá eu. Esclareçam-me.